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Cidade de Castro Paraná
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Castro é um município brasileiro do estado do Paraná.
Às margens do Rio Iapó, a cidade tem um excelente potencial
turístico devido ao relevo privilegiado (Canyon Guartelá e
às belezas próprias da região dos Campos Gerais).
Castro é a primeira cidade verdadeiramente paranaense, a fundação
do município ocorreu em 1778.Castro é conhecida também,
como "Cidade Mãe", porque foi a primeira cidade fundada
no estado do Paraná, quando este emancipou-se de São Paulo. |
Foi caminho obrigatório para os Tropeiros que iam
de Viamão até Sorocaba, tendo forte origem no tropeirismo.
Possui o primeiro Museu do Tropeiro do Brasil, fundado na gestão
do Prefeito Dr. Lauro Lopes.
É banhada pelas águas calmas do Rio Iapó (rio que
alaga na língua tupi-guarani). Tais águas criaram uma lenda
popular que mesmo nos dias atuais ainda é usada: de que quem beber
da água do Rio Iapó sempre acabará por retornar à
cidade |
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História
O município tem sua história no tropeirismo. Era ponto obrigatório
da passagem das tropas de Viamão, no Rio Grande do Sul, a Sorocaba,
em São Paulo. Os tropeiros pernoitavam às margens do rio
Iapó, dando origem à primeira denominação
do local, Pouso do Iapó. Em 1774, foi elevado à categoria
de Freguesia, com a denominação de Freguesia Nova de Sant’Ana
do Iapó. Em 1789 tornou-se Vila Nova de Castro, em homenagem a
Martinho de Mello e Castro, então Secretário dos Negócios
Ultramarinos de Portugal.
Com o progresso acelerado, ocorreu a instalação da Comarca,
em 1854, não tardando a se tornar Cidade de Castro, no ano de 1857,
graças ao empenho do Padre Damaso José Correia junto à
Presidência da Província.
Geografia
Sua área é de aproximadamente 2.531,503 km², representando
1.2701 % do estado, 0.4492 % da região e 0.0298 % de todo o território
brasileiro. Situa-se no Primeiro Planalto, estando a 988 m acima do nível
do mar. O clima é subtropical úmido com ocorrência
de geadas e ocasionalmente neve. A temperatura média no verão
é de 19,9°C e 12,4°C no inverno. A distância da capital
é de 159 km. Sua população estimada em 2005 era de
68.574 habitantes.
Demografia
Dados do Censo - 2006
População Total: 70.208
• Urbana: 46.251
• Rural: 23.749
• Homens: 36.887
• Mulheres: 33.113
Densidade demográfica (hab./km²): 25,11
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil):
Expectativa de vida (anos): 66
Taxa de fecundidade (filhos por mulher):
Taxa de Alfabetização:
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,736
Sociedade
Em 1855, chegaram ao município imigrantes alemães e poloneses,
fundando as colônias de Terra Nova e Santa Leopoldina, sendo que
no final deste século Castro recebeu os alemães protestantes,
que se instalaram na região de Maracanã, Rio Abaixo e Bulcão.
No início do século, em meados de 1911, chegaram os primeiros
holandeses e fundaram a Colônia de Carambeí, e entre 1951
e 1954, com a vinda de mais 50 famílias, fundaram Castrolanda que
significa Castro e Holanda. Dedicaram-se a industrialização
e comercialização dos produtos de origem animal e vegetal.
Os japoneses chegaram em 1958 e impulsionaram a agricultura através
de novas técnicas de plantio e produção.
Economia
A atividade agropecuária é bastante expressiva no município,
com plantação de soja, milho, feijão, arroz, cenoura,
batata, entre outras e possuindo milhares de propriedades rurais, que
se dedicam à criação de gado leiteiro, suínos
e aves. A bacia leiteira da região é considerada a principal
do Brasil em produtividade e qualidade genética com capacidade
aproximada de 400.000 litros/dia.
A Sociedade Cooperativa Castrolanda Ltda, mantém um rebanho de
gado Holandês PO e PC com alto padrão genético, além
da produção e comercialização de grãos
e sementes, sendo que esta Cooperativa, juntamente com a CAPAL - Cooperativa
Agropecuária Arapoti Ltda e a Cooperativa Agropecuária Batavo
Ltda de Carambeí, fornecem matéria-prima para a Cooperativa
Central de Laticínios do Paraná industrializar os produtos
Batavo conhecidos internacionalmente.
Castro também se sobressai na exploração mineral,
com a extração de calcário e talco e na indústria
gráfica, moveleira, alimentícia e de pincéis.
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Igreja Matriz Nossa Senhora Sant’Ana
A primitiva capela, de barro socado foi construída por escravos
em 1704, em honra a Sant’Ana. Em 1769 foi realizada a primeira missa,
tendo neste ano sofrido uma reforma. O primeiro pároco, Frei de
Santa Teresa de Jesus, chegou dois anos mais tarde em 1771. Passou por
diversas outras reformas, sendo que no ano de 1876 foi totalmente concluída,
tomando seu aspecto atual. Um ano depois foi construída uma das
torres e a segunda, anos mais tarde, no período entre 1945 - 1960.
Localiza-se na Praça Getúlio Vargas. A construção
da Igreja Matriz de Castro, iniciou-se no ano de 1960 sendo o construtor
Domiciano de Oliveira, que ao construí-la cometeu um erro, esqueceu-se
de inserir ao lado da segunda torre(construída posteriormente)
quatro pilares. Anos mais tarde, Domiciano de Oliveira vinha junto a órgãos
competentes requerer a reconstrução da segunda torre, o
que não foi permitido, devido isso agora se tornar um marco na
história de Castro. |
Museu do Tropeiro
Criado pelas leis 13/75 e 71/76, a casa onde foi instalado o museu foi
construída no século XVIII pela família Carneiro
Lobo. Sua construção é de estuque, de fiel estilo.
Pertenceu ao Padre Damaso, que a comprou de Francisco de Deos Martins
e sua mulher Victoriana Alves de Nunciação. Em 1912, foi
novamente vendida à Balbina Marques Ribas, que deixou por herança
a cinco herdeiros. Em 1975, o imóvel pertencia à Leonilda
Madureira e foi adquirido, por compra, pela Prefeitura sendo submetido
a restauração mediante orientação do Serviço
do Patrimônio Histórico do Estado. Seu acervo conta com aproximadamente
400 peças. Além de retratar a vida do tropeiro, apresenta
documentos e objetos históricos, peças sacras, aferições
e artesanato. Está localizado na Praça Dr. Getúlio
Vargas |
Colônia de Castrolanda
O crescimento da Cooperativa Batavo em Carambeí, possibilitou
a vinda de novos colonos para o Paraná, sendo que em 1951, desembarcou
no Rio de Janeiro um outro grupo de famílias holandesas. Castro
foi o município escolhido e em 5000 ha, às margens do rio
Iapó, foi fundada a Colônia de Castrolanda, onde os imigrantes
construíram estradas, casas além dos estábulos para
os reprodutores bovinos de produção leiteira, o que deu
início à Cooperativa Castrolanda, que se desenvolveu apesar
de todos os problemas de doenças, falta de assistência e
dificuldades para adaptação dos imigrantes ao clima.
Para perpetuar as tradições e reviver a história,
a comunidade criou em 1953 o Grupo Folclórico Holandês de
Castrolanda, integrado por jovens descendentes, além do Museu dos
Imigrantes, criado em novembro de 1991, uma réplica das primeiras
residências construídas pelos pioneiros da região,
deixada transparecer através dos móveis e objetos doados
pelas famílias de Castrolanda, para mostrar este pedaço
do Paraná holandês.
No local também são expostos e comercializados artesanato
e souvenirs da colônia e da Holanda.
Em Castrolanda situa-se um dos maiores moinhos de vento do mundo: inaugurado
em 30 de novembro de 2001, De Immigrant (O Imigrante) é um grande
monumento de 26 metros de envergadura, possui duas mós conseguindo
produzir até 3.000 kg de farinha de trigo, e mecanismos, engrenagens,
pinos e encaixes feitos quase que totalmente em madeira. O projeto é
assinado e executado pelo holandês Jan Heijdra, especialista em
de moinhos de vento, como uma homenagem aos imigrantes holandeses da década
de 50 que colonizaram a região. O moinho é acionado pelo
moleiro Rafael Rabbers - único operador de moinho de vento diplomado
do Brasil -, que trabalhou na construção e posteriormente
foi treinado para operá-lo. De Immigrant funciona perfeitamente
e pode ser visitado por dentro até a cúpula. Além
do moinho, a construção abriga salão de eventos,
museu, restaurante, biblioteca e loja de artesanato.
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Casa da Cultura Emilia Erichsen
Neste edifício em 1862 foi fundado o primeiro jardim de infância
do Brasil por Dona Emilia Erichsen. O prédio foi vendido em 1 de
agosto de 1905 à Carlos Betenheuser, e posteriormente, em 20 de
julho de 1982 foi adquirido para desmembramento e instalações
do Banestado (antigo Banco do Estado do Paraná, comprado pelo Banco
Itaú). Em 16 de agosto de 1982, parte do prédio foi doada
ao município, funcionando hoje como a Casa da Cultura. Localiza-se
na Rua Dr. Jorge Xavier da Silva. |
Morro do Cristo
Situa-se num dos pontos mais altos de Castro, e pode ser avistado de
todos os lados da cidade e arredores. Sobre ele está uma estátua
do Cristo Redentor e um pequeno parque de diversões. Localizado
na Rua Coronel Olegário de Macedo |
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Rio Iapó
Corta o perímetro urbano e permite a navegabilidade de canoas
e lanchas de pequeno porte. Seu leito é sinuoso e bastante piscoso.
Encontra-se a 18 km do centro e, nele está a queda do Pulo.
Saltos
O município possui um potencial hídrico representativo e
de exuberante beleza, com inúmeros saltos, quedas e corredeiras,
onde se destacam a queda do Pulo no rio Iapó, os saltos São
João, da Cotia e das Andorinhas e as corredeiras do rio Guararema.
Prainha - Parque Balneário Dr. Libânio Estanislau Cardoso
Praia do rio Iapó, no perímetro urbano e com total infra-estrutura
de lazer. É um dos principais balneários fluviais do Paraná
e, tornou-se um ponto turístico e de lazer, com cascata d’água,
lanchonete, campos de futebol, quadra de esporte, churrasqueira, ringue
de patinação etc.
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Fazenda Capão Alto
A vocação hospitaleira de Castro começou no século
XVIII, quando tropeiros que faziam o caminho Viamão - Sorocaba
transportando gado encontraram às margens do rio Iapó um
pouso seguro. É nesta época, 1704, que se deu a fundação
da Fazenda Capão Alto, localizada em terras de sesmaria concedidas
a Pedro Taques de Almeida, seus filhos e genros. Por ocasião da
morte do patriarca, os direitos da vasta concessão de terras passaram
a seus descendentes, ficando Timótio Corrêa de Góes
com a gerência das terras localizadas no Capão Alto.
E, 1749, a fazenda foi levada a leilão e arrematada por José
de Góes Moraes que, em 1751 teria feito doação ou
venda da mesma, aos religiosos de Nossa Senhora de Monte Carmelo. Os carmelitas
ali permaneceram por mais de um século como agricultores e criadores
de gado. Em meados do século passado os religiosos deixaram a fazenda
em quase completo abandono, sendo que seus inúmeros escravos passaram
a tomar conta, organizando um quilombo ordeiro e pacífico. Dentro
de um sistema de república altamente democrático, os negros
do Capão Alto consideravam-se apenas de Nossa Senhora. Diariamente
compareciam à capela, onde oravam, e pediam ordens da Virgem. Sempre
sob sua inspiração elegiam semanalmente um diretor para
orientar o serviço de distribuição de prêmios
e sanções, segundo as necessidades. Em 1864, os "escravos
carmelitas" foram vendidos para uma firma de São Paulo, mas
quando seus donos vieram buscá-los, recusaram-se a sair da fazenda.
Iniciou-se uma revolta que só foi dissipada pela intervenção
do chefe de polícia de Curitiba.
Em 1870, Bonifácio José Batista, o Barão de Montecarlo,
comprou a fazenda, que foi passando para seus herdeiros até chegar
à sua neta Evangelina Madureira.
Após 1940 esteve em mãos de dois compradores estranhos à
família e em 1979 foi vendida à Cooperativa Central de Laticínios
do Paraná. Suas construções refletem a imagem dos
casarões coloniais típicos das fazendas de café.
A casa central foi erguida em taipa de pilão, uma das únicas
do gênero do Paraná, achando-se tombada como patrimônio
pelo Estado. |
Você Sabia?
- O nome “Castro” foi dado em homenagem ao português
Martinho de Melo e Castro que foi Secretário de Estado dos Negócios
Ultramarinos da Coroa Portuguesa (cargo equivalente ao de Ministro da
Marinha).
- Castro abriga o maior moinho da América Latina com uma altura
de 37 metros (do chão até a ponta da asa em posição
vertical), o Memorial da Imigração Holandesa “De Immigrant"
(O Imigrante), construído em 2001 pelo engenheiro holandês
Jan Heijdra em comemoração aos 50 anos da imigração
holandesa.
- O imóvel do Museu do Tropeiro é considerado o mais antigo
da cidade, sendo o museu, único deste gênero no país.
- Castro foi capital do Estado do Paraná em janeiro de 1894, devido
a Revolução Federalista, sendo regovada esta decisão
em abril do mesmo ano.
- Castro foi elevada a categoria de cidade em 21 de janeiro de 1857, sendo
considerada a Primeira Cidade instituída na Província do
Paraná, por isso é tão conhecida como a “Cidade
Mãe do Paraná”.
- O Município de Castro é considerado uma das principais
bacias leiteiras do Brasil, pela qualidade genética do leite.
- Castro possui o primeiro Jardim de Infância do Brasil, o qual
leva o nome da fundadora em homenagem, Casa da Cultura Emília Erichsen.
- A Igreja Matriz Senhora Sant'Ana apresenta lustres de cristal que foram
doados por D. Pedro II e um sino de bronze que foi rachado em comemoração
ao final da II Guerra Mundial.
- Oito imóveis existentes no Município são Tombados
pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná,
sendo eles: Museu do Tropeiro, Casa da Sinhara, Casa da Praça,
Casa da Cultura Emília Erichsen, Fazenda Capão Alto, Estação
Ferroviária e ainda, duas casas com funções comerciais,
localizadas no Centro Histórico de Castro.
- Considerado o sexto maior Canyon do Mundo, o Canyon Guartelá,
formado pelo Rio Iapó, localiza-se entre os Municípios de
Castro e Tibagi. Em seu percurso tem locais para visitação
como pousadas (Pousada do Canyon Guartelá) e o Parque Estadual
do Canyon Guartelá (Tibagi). - Castro tem o título de maior
produtor de calcário agrícola da América Latina.
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